"Fiz o Curso de Orientação em junho. Eu achava que ia só aprender a usar planilha. Na verdade, a parte que mais ficou foi entender que eu tinha três categorias que consumiam quase 60% do meu salário — e eu não sabia. Não que o curso me deu a resposta do que fazer, mas agora eu sei onde olhar."
O que dizem os participantes
Relatos de pessoas que passaram pelos programas do Cálamo — com o que funcionou e com o que, às vezes, foi mais difícil do que esperavam.
← Voltar ao InícioVozes dos programas
Participantes de diferentes turmas e programas. Nomes usados com autorização.
"O programa para autônomos foi o mais pesado dos três meses em que participei. Mas foi exatamente o que precisava. As clínicas foram a parte mais difícil — olhar para a própria planilha bagunçada com o facilitador do lado é constrangedor, mas é o que muda. Organizei o meu faturamento para o segundo semestre de um jeito que nunca tinha feito antes."
"Fiz a formação de facilitadores para estruturar os grupos que conduzo na cooperativa. A parte das sessões práticas observadas é desconfortável — você se expõe muito. Mas o retorno por escrito que recebi depois foi o mais útil que tive em qualquer treinamento. Uso a biblioteca de slides toda semana."
"A minha dificuldade no início foi não ter registros para trazer. Nem extrato eu tinha direito. A primeira sessão foi basicamente isso: como começar do zero. Achei que seria um problema maior, mas o facilitador já estava preparado para isso. Nas seis semanas, construí um acompanhamento básico que mantenho até hoje."
"Trabalho com renda variável há seis anos e nunca consegui organizar os períodos em que os projetos somem. O calendário de doze semanas que montei nas clínicas foi a parte mais prática do programa. É simples — mas é o tipo de coisa que você não faz sozinha porque não sabe por onde começar."
"O que o Cálamo entrega para facilitadores é diferente do que eu esperava. Não é um conjunto de conteúdos prontos — é uma estrutura para você construir os seus próprios. A parte sobre o que um educador não regulamentado pode e não pode dizer foi o que mais precisava ouvir."
Três histórias em detalhe
Situação inicial
Participante sem nenhum registro de gastos — bancária aposentada que "nunca precisou anotar nada" durante a vida profissional e chegou aos sessenta anos sem saber para onde ia cerca de 30% da renda mensal.
O que aconteceu no programa
Nas primeiras duas sessões, trabalhou com extratos dos últimos dois meses para construir categorias. Identificou que pequenas compras recorrentes — farmácia, apps, assinaturas — somavam mais do que a conta de supermercado.
Ao final das três semanas
Tinha um mapa com oito categorias e um modelo de resumo mensal que passou a usar no mês seguinte. Não mudou nenhum comportamento durante o programa — mas tinha pela primeira vez uma imagem clara do que acontecia.
"Eu achei que ia me sentir mal ao ver os números. Na verdade foi o contrário — deu alívio. Pelo menos eu sei o que está acontecendo."
Situação inicial
Designer gráfico com estúdio próprio há quatro anos, com conta bancária única para despesas pessoais e profissionais. Perdia horas todo mês tentando separar o que era de cada lado antes de entregar os documentos ao contador.
O que aconteceu no programa
Na primeira clínica, o facilitador trabalhou diretamente na planilha do participante — sem criar um modelo novo. Ajudou a separar as colunas que existiam e a criar uma rotina semanal de lançamento. Nas sessões seguintes, desenvolveu o calendário de doze semanas com os períodos sazonais do setor.
Ao final das nove semanas
Separou as contas bancárias. Criou uma rotina de lançamento que leva cerca de vinte minutos por semana. Entregou ao contador, pela primeira vez, uma pasta organizada por competência — sem precisar de reunião explicativa adicional.
"As clínicas foram desconfortáveis. Ver a sua própria bagunça com outra pessoa do lado não é fácil. Mas foi exatamente por isso que funcionou."
Situação inicial
Assistente social em ONG do Barreiro que já conduzia conversas informais sobre finanças com famílias atendidas. Sem estrutura de sessão, sem materiais, e com dúvidas sobre os limites do que podia dizer sem habilitação específica.
O que aconteceu no programa
Nos doze workshops, construiu um roteiro de seis sessões adaptado ao contexto da ONG. As três práticas observadas foram conduzidas com colegas de turma simulando grupos com diferentes perfis de participante. O retorno escrito após cada prática apontou ajustes concretos.
Ao final das dezesseis semanas
Tinha um roteiro de sessão próprio, uma biblioteca de materiais adaptados ao público da ONG e clareza sobre os limites regulatórios do trabalho. Conduziu o primeiro grupo estruturado dois meses depois do encerramento da formação.
"A parte sobre o que posso e não posso fazer como educadora não regulamentada foi a que mais precisava. Finalmente sei onde está a fronteira."
Em números
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